Mitos e verdades sobre GEO: o que realmente faz sentido para SEO e buscas com IA

O SEO está em constante evolução. Nos últimos anos, o surgimento da GEO (Generative Engine Optimization) trouxe novas discussões, conceitos e, inevitavelmente, muitos mitos. Em meio a tantas opiniões, promessas e “táticas milagrosas”, tornou-se cada vez mais difícil separar o que é estratégia baseada em evidências do que é apenas especulação.

Por que surgem tantos mitos sobre SEO e GEO?

Antes de analisar conceitos específicos, é importante entender o contexto que favorece a disseminação de informações equivocadas.

A complexidade do SEO moderno

SEO deixou de ser apenas otimização de palavras-chave. Hoje envolve:

  • Algoritmos avançados
  • Aprendizado de máquina
  • Experiência do usuário
  • Conteúdo semântico
  • Inteligência artificial generativa

Quanto mais complexo o cenário, maior a chance de surgirem explicações simplistas para problemas que, na realidade, são multifatoriais.

Viés de confirmação

Muitos profissionais tendem a aceitar informações que reforçam suas crenças prévias. Quando uma ideia parece lógica ou conveniente, ela passa a ser replicada sem validação adequada.

Uso acrítico de inteligência artificial

Ferramentas de IA geram respostas rápidas, mas isso não significa que elas estejam corretas ou baseadas em dados comprovados. Quando resumos automáticos são usados sem análise crítica, erros e exageros se propagam com facilidade.

O que é GEO (Generative Engine Optimization)?

A GEO, ou Generative Engine Optimization, refere-se a práticas que buscam aumentar a chance de um conteúdo ser utilizado como referência por mecanismos de busca baseados em IA, como assistentes conversacionais e sistemas de respostas automáticas.

Diferentemente do SEO tradicional, que foca no ranqueamento de páginas, a GEO busca:

  • Tornar o conteúdo citável
  • Facilitar a compreensão por modelos de linguagem
  • Reforçar autoridade contextual

No entanto, isso não significa que o SEO tradicional perdeu relevância. Pelo contrário: GEO depende diretamente de fundamentos sólidos de SEO para funcionar.

Mitos comuns sobre GEO e por que eles não se sustentam

Mito 1: Criar um arquivo “llms.txt” aumenta a visibilidade em IA

Uma das ideias mais difundidas recentemente é a criação de um arquivo chamado llms.txt, semelhante ao robots.txt, que supostamente ajudaria sistemas de IA a identificar conteúdos relevantes de um site.

Na prática:

  • Não existe confirmação oficial de que modelos de IA utilizem esse arquivo
  • Nenhum grande mecanismo de busca anunciou suporte formal a esse padrão
  • Não há estudos consistentes que comprovem impacto real

Esse conceito ganhou força mais pela repetição do que por resultados mensuráveis.

Conclusão: não há evidência de que o uso de llms.txt melhore a visibilidade em sistemas de IA.

Mito 2: Schema markup garante que seu conteúdo será citado por IA

O uso de dados estruturados continua sendo uma excelente prática para SEO tradicional. Ele ajuda mecanismos de busca a entender melhor o conteúdo e gerar rich results.

No entanto, afirmar que schema markup garante citações em respostas geradas por IA é um exagero.

Na realidade:

  • Modelos de linguagem analisam principalmente o conteúdo textual
  • Dados estruturados não são processados da mesma forma por IA generativa
  • Não existe garantia direta de uso de schema em respostas automáticas

Conclusão: schema é importante para SEO, mas não assegura presença em respostas de IA.

Verdade parcial: conteúdo atualizado tem mais chances de relevância

Diferente dos mitos anteriores, manter conteúdo atualizado faz sentido tanto para SEO quanto para GEO, especialmente em temas sensíveis ao tempo.

No entanto, há um ponto importante:

  • Atualizar apenas a data sem mudar o conteúdo não gera valor real
  • IA e mecanismos de busca conseguem identificar atualizações artificiais

Boas práticas incluem:

  • Atualizar dados, exemplos e contexto
  • Revisar informações obsoletas
  • Manter consistência entre conteúdo, sitemap e metadados

Conclusão: atualizações reais fortalecem a relevância; mudanças superficiais não.

Como avaliar se uma recomendação de GEO é confiável?

Uma forma prática de evitar desinformação é aplicar um raciocínio baseado em evidências:

  1. A afirmação possui dados verificáveis?
  2. Existem testes reproduzíveis?
  3. Há estudos independentes ou apenas opinião?
  4. A recomendação vem de fontes confiáveis e experientes?

Quando uma estratégia não passa por esse filtro, ela deve ser tratada com cautela.

GEO substitui o SEO tradicional?

Não. Essa é uma das maiores interpretações equivocadas do momento.

SEO tradicional continua sendo fundamental porque:

  • Modelos de IA dependem de conteúdo existente na web
  • Autoridade de domínio ainda importa
  • Links continuam sendo sinais relevantes
  • Estrutura técnica segue sendo essencial

Na prática, GEO complementa o SEO, mas não o substitui. Ignorar fundamentos consolidados em troca de tendências não comprovadas representa um risco estratégico.

Boas práticas que continuam válidas em SEO e GEO

Independentemente das mudanças tecnológicas, alguns princípios permanecem sólidos:

  • Produzir conteúdo útil e confiável
  • Atender claramente à intenção de busca
  • Organizar bem a arquitetura do site
  • Construir autoridade temática
  • Garantir boa experiência do usuário

Esses fatores aumentam tanto o desempenho orgânico quanto a probabilidade de o conteúdo ser utilizado como referência por sistemas de IA.

Como evitar cair em modismos e promessas vazias

Para manter uma estratégia saudável e sustentável:

  • Questione recomendações absolutas
  • Evite decisões baseadas apenas em tendências
  • Busque mais de uma fonte de informação
  • Priorize testes controlados e métricas reais
  • Não substitua fundamentos por atalhos

SEO sempre foi um jogo de longo prazo, e isso não mudou com a chegada da inteligência artificial.

O crescimento da GEO trouxe novas possibilidades, mas também ampliou o volume de informações imprecisas no mercado. Muitos conceitos amplamente divulgados carecem de evidência técnica ou validação prática.

Separar fatos de especulação é essencial para tomar decisões estratégicas inteligentes. Enquanto algumas práticas podem evoluir, os pilares do SEO continuam sendo a base para qualquer forma de visibilidade online, inclusive em ambientes dominados por IA.

Em vez de seguir modismos, o caminho mais seguro continua sendo pensamento crítico, testes consistentes e foco em valor real para o usuário.

FAQ – Mitos e verdades sobre GEO e SEO

1. O que é GEO (Generative Engine Optimization)?

GEO é o conjunto de práticas que busca otimizar conteúdos para que sejam compreendidos, utilizados e citados por mecanismos de busca baseados em inteligência artificial generativa, como assistentes e respostas automáticas.

2. GEO substitui o SEO tradicional?

Não. GEO não substitui o SEO tradicional. Na prática, ele depende diretamente dos fundamentos do SEO, como autoridade, qualidade de conteúdo, estrutura técnica e relevância temática.

3. Por que surgiram tantos mitos sobre GEO?

Os mitos surgem devido à complexidade do tema, à falta de dados públicos sobre sistemas de IA e à repetição de opiniões sem validação técnica ou evidências práticas.

4. Criar um arquivo llms.txt ajuda no GEO?

Não há evidência técnica ou confirmação oficial de que o arquivo llms.txt seja utilizado por sistemas de IA para priorizar ou citar conteúdos de sites.

5. O llms.txt funciona como o robots.txt?

Não. Diferente do robots.txt, que é reconhecido por mecanismos de busca, o llms.txt não possui suporte oficial nem comprovação de uso por modelos de IA.

6. Usar schema markup garante citações em respostas de IA?

Não. O schema markup continua importante para SEO tradicional, mas não garante que conteúdos serão citados ou utilizados diretamente por sistemas de IA generativa.

7. Dados estruturados ainda são importantes?

Sim. Dados estruturados ajudam mecanismos de busca a entender melhor o conteúdo e podem melhorar a apresentação nos resultados, mesmo que não garantam uso direto por IA.

8. Conteúdos atualizados têm mais chances de relevância em IA?

Sim, desde que a atualização seja real. Alterar apenas a data sem modificar o conteúdo não gera valor e pode ser identificado como prática artificial.

9. Atualizar apenas a data do conteúdo é uma boa prática?

Não. Atualizações devem incluir mudanças reais no conteúdo, como novos dados, exemplos, explicações ou correções de informações obsoletas.

10. A inteligência artificial usa os mesmos critérios do Google para ranquear páginas?

Não exatamente. Sistemas de IA analisam contexto, linguagem e autoridade, mas não seguem os mesmos fatores de ranqueamento usados pelos mecanismos de busca tradicionais.

11. GEO depende da autoridade do site?

Sim. Conteúdos de sites com maior autoridade, confiabilidade e histórico tendem a ter mais chances de serem utilizados como referência por sistemas de IA.

12. Produzir conteúdo de qualidade ainda é relevante?

Sim. Conteúdo útil, claro, confiável e bem estruturado continua sendo o principal fator tanto para SEO quanto para GEO.

13. É seguro seguir tendências de GEO sem testes?

Não. Estratégias devem ser avaliadas com senso crítico, testes controlados e métricas reais, evitando decisões baseadas apenas em modismos ou promessas não comprovadas.

14. Como identificar se uma recomendação de GEO é confiável?

Uma recomendação confiável apresenta dados verificáveis, testes reproduzíveis, fontes reconhecidas e não se baseia apenas em opinião ou repetição.

15. Qual é a melhor estratégia para SEO e GEO hoje?

A melhor estratégia é manter fundamentos sólidos de SEO, produzir conteúdo de valor, acompanhar evoluções tecnológicas com cautela e validar qualquer nova prática antes de aplicá-la em larga escala.