Google Web Guide: Nova Experiência de Busca Integrando Pesquisa Tradicional e Inteligência Artificial

Google Web Guid - Celos SEO

O Google Web Guide é uma ferramenta que estrutura os resultados de pesquisa por tópicos, oferecendo uma experiência híbrida que combina resumos gerados por inteligência artificial com os elementos clássicos do buscador tradicional.

Especialistas sugerem que, em um futuro próximo, essa interface poderá se tornar o padrão do Google, pois integra respostas rápidas da IA enquanto direciona os usuários para portais e sites relevantes, incentivando cliques qualificados.

Atualmente, os testes do Web Guide estão restritos aos Estados Unidos, o que explica a baixa visibilidade do recurso em outros países, incluindo o Brasil.

Este manual busca antecipar o funcionamento do Web Guide, permitindo que profissionais de SEO e marketing digital se preparem para aproveitar essa novidade assim que ela for disponibilizada no Brasil, garantindo vantagem competitiva.

As informações apresentadas neste guia são baseadas em estudos e análises, principalmente em um material publicado pela Moz.

O que é o Google Web Guide?

O Google Web Guide é uma versão avançada da SERP que organiza os resultados de pesquisa utilizando inteligência artificial. Ele segmenta as informações em múltiplos subtópicos, oferecendo listas de links relevantes acompanhadas de resumos curtos gerados pelo modelo Gemini, facilitando a consulta rápida e a navegação eficiente pelos resultados.

Por exemplo, uma pesquisa como “como viajar sozinho no Japão” será apresentada de forma segmentada no Google Web Guide: haverá seções específicas com guias completos, relatos de quem já viajou sozinho e dicas práticas para viajantes individuais.

Na versão atual do Google, essas informações aparecem misturadas, sem distinção clara entre tópicos.

Embora a organização seja realizada por inteligência artificial, as listas de links mantêm ampla visibilidade. Esse é um dos diferenciais centrais do Web Guide: uma integração real entre IA e os resultados tradicionais de busca, oferecendo uma experiência híbrida inédita.

Atualmente, em outros modos de pesquisa do Google, a experiência não é tão equilibrada. No Google Padrão, a resposta gerada por IA ocupa grande parte da tela, enquanto no Modo IA a lógica de navegação por links praticamente desaparece. Essa falta de integração contribui para a diminuição de cliques em portais e sites de referência.

O Web Guide do Google já está disponível no Brasil?

O Google Web Guide ainda não foi lançado no Brasil, e não há datas confirmadas para a expansão do recurso internacionalmente.

Nos Estados Unidos, o recurso ainda é limitado. O teste começou em julho de 2025 e foi ampliado em dezembro do mesmo ano, mas permanece restrito a um grupo seleto de contas. Não há previsão para o fim da fase beta, mesmo nesse mercado inicial.

Como o Web Guide funciona?

O Web Guide é alimentado por uma versão personalizada do modelo Gemini, que interpreta a intenção de busca e analisa o conteúdo disponível na web. Para cada pesquisa, o sistema realiza as seguintes etapas:

  1. Identifica a intenção de busca e as entidades-chave do termo pesquisado;
  2. Pesquisa em seu índice os sites que oferecem informações relevantes sobre o tema principal;
  3. Executa buscas adicionais sobre subtópicos relacionados à entidade central;
  4. Organiza links de sites e resumos de IA em uma interface lógica, com divisões claras para cada subtópico.

O resultado é uma apresentação de informações mais completa e contextualizada do que a que o buscador tradicional oferece atualmente.

Segundo a Moz, uma página do Google Web Guide é composta por quatro elementos principais:

  • Resultados orgânicos 🔴
  • Resumo gerado por IA 🔵
  • Ramificação de pesquisas 🟢
  • Snippet escrito por IA 🟠

Em uma captura de tela de pesquisa sobre “mouse gamer sem fio”, é possível observar a disposição desses elementos: no topo aparecem os resultados orgânicos, seguidos de um resumo de IA, depois a ramificação de subtópicos e, por fim, snippets com descrições produzidas pela IA.

Embora cada um desses elementos já exista ou esteja em fase de teste na busca tradicional do Google, o Web Guide se destaca por integrá-los de forma coesa, oferecendo uma experiência mais intuitiva e completa para o usuário.

Resultados orgânicos

Os resultados orgânicos seguem a lógica tradicional do Google: listas de links influenciáveis por SEO. No Web Guide, por padrão, aparecem dois links principais, com a opção de expandir a lista para visualizar mais resultados.

De acordo com a Moz, o Google Web Guide utiliza a tecnologia FastSearch do Google. Essa tecnologia tornou-se pública no contexto de processos antitruste que investigam práticas de monopólio da empresa. A descrição, adaptada e traduzida, é a seguinte:

Para realizar o grounding de seus modelos Gemini, o Google emprega o FastSearch, uma tecnologia proprietária baseada em sinais RankEmbed, que consistem em um conjunto de indicadores de ranqueamento de busca. O FastSearch gera resultados da web classificados e resumidos, que o modelo pode utilizar para construir respostas.

Embora o FastSearch forneça os resultados mais rapidamente que a busca tradicional, ele recupera um número menor de documentos, o que significa que a qualidade final é inferior à dos resultados completos da pesquisa padrão do Google.

Em termos práticos, isso significa que o Web Guide apresenta uma versão “simplificada” da pesquisa tradicional, permitindo respostas rápidas, porém com menos abrangência de conteúdo.

Resumos de IA

Os resumos de IA são produzidos pelo modelo Gemini com o objetivo de fornecer respostas diretas e concisas às consultas. A principal diferença em relação às AI Overviews tradicionais é que os resumos do Web Guide são significativamente mais curtos, objetivando entregar informações essenciais de forma imediata ao usuário.

O resumo de IA é exibido em uma aba dedicada chamada “Web Guide”, acompanhada de um botão que permite acessar a pesquisa tradicional do Google.

Ramificação de pesquisas

A ramificação de pesquisas é o elemento que diferencia o Web Guide do buscador tradicional. Nessa abordagem, a página é organizada em subtemas relacionados à consulta principal. Cada subtópico apresenta um título e uma descrição resumida, gerados automaticamente pelo modelo Gemini, seguidos de uma lista de sites relevantes para aquele assunto específico.

Essa estrutura permite ao usuário explorar diferentes aspectos de um mesmo tema de forma organizada, integrando resumos de IA com resultados da web, e oferece uma experiência de pesquisa mais contextualizada e segmentada.

O processo é realizado por meio da técnica conhecida como query fan-out, utilizada por todos os produtos de IA do Google. Essa abordagem permite criar centenas de ramificações para cada consulta, praticamente em tempo real.

Por exemplo, em uma pesquisa por “mouse gamer sem fio”, a query fan-out gerou os seguintes subtópicos:

  • Resenhas de mouse gamer sem fio
  • Comparativos detalhados de mouses gamers sem fio
  • Listas de produtos de mouse gamer sem fio
  • Avaliações específicas do mouse gamer sem fio da Razer
  • Recomendações de usuários sobre mouses sem fio
  • Análises aprofundadas de mouses gamers sem fio
  • Guias e principais problemas relacionados a mouses gamers sem fio

O sistema identifica a palavra-chave central da pesquisa — neste caso, “mouse gamer sem fio” — e expande a consulta para antecipar as necessidades do usuário durante sua jornada de compra. Assim, ele entrega os tópicos mais relevantes em uma única tela, reduzindo a necessidade de múltiplas pesquisas.

Snippets gerados por IA

Dentro de cada subtópico, os resultados não utilizam metadescrições tradicionais. Em vez disso, o Google cria resumos automáticos do conteúdo da página, escritos pelo modelo Gemini, oferecendo ao usuário uma visão direta e concisa do que cada site aborda.

Embora curioso, o conceito do Web Guide não seja totalmente novo. O Google já testava abordagens semelhantes no buscador tradicional, especialmente em snippets de fóruns como o Reddit.

Detalhes sobre a interface do Google Web Guide

É importante destacar que o Web Guide ainda está em fase inicial — ou nem isso, considerando que ainda permanece em beta. Isso significa que o layout e a funcionalidade podem passar por mudanças significativas ao longo do tempo.

Alguns pontos ainda sem resposta incluem:

  • Como será o layout quando o Google integrar anúncios?
  • A dependência da tecnologia FastSearch é positiva, negativa ou neutra para os sites indexados?
  • O FastSearch pode favorecer certas fontes, já que o Web Guide organiza os resultados por subtemas?
  • Essa interface realmente aumenta a taxa de cliques (CTR)?
  • Como o Web Guide se comunica com outros elementos clássicos do Google, como vídeos, notícias e grafo de conhecimento?

Essas questões serão respondidas à medida que o serviço for lançado e adotado pelo público. Assim que houver informações, este guia será atualizado.

Impacto do Web Guide para SEO

O principal efeito do Web Guide sobre SEO está relacionado à forma como o Google interpreta e organiza o conteúdo das páginas. Com a mediação do modelo Gemini, o buscador decide quais subtemas explorar, quais conteúdos exibir e quais informações destacar em cada URL.

Alguns pontos importantes para considerar:

  • Menor controle sobre elementos de otimização, como metadescrições, que o Google já costuma reescrever automaticamente.
  • Ausência de ranking tradicional, dificultando a avaliação de resultados com base na posição das páginas.
  • Maior volatilidade, pois a SERP pode mudar conforme os subtemas gerados pelo query fan-out.
  • Oportunidades adicionais de visibilidade, pois mesmo sem ranquear para a palavra-chave principal, seu site pode aparecer em subtópicos.
  • Alteração em estratégias de otimização, já que elementos como “As Pessoas Também Perguntam” podem não aparecer no Web Guide, tornando essencial considerar a otimização para queries derivadas.

É importante reforçar que não existe um SEO específico para o Web Guide. Os critérios de ranqueamento do Google continuam os mesmos, portanto, as práticas de SEO já adotadas permanecem válidas. Ajustes na estratégia só devem ser considerados caso a interface se torne amplamente utilizada, o que ainda está distante.

O Web Guide será o futuro da pesquisa Google?

O Google tem demonstrado interesse em integrar cada vez mais a IA generativa à busca, com Sundar Pichai, CEO da empresa, considerando a IA como uma evolução natural do processo de pesquisa online.

Apesar disso, há indícios de que o Web Guide pode se tornar a abordagem predominante, por alguns motivos estratégicos:

  • Limitações atuais da IA, incluindo o problema das alucinações.
  • Dificuldade dos modelos de linguagem em lidar com pesquisas locais ou informações recentes, como notícias.
  • Custos elevados de desenvolvimento e manutenção de IA generativa, mesmo para grandes empresas como Google e OpenAI.
  • Desafios na monetização de IA comparada à pesquisa tradicional, o que explica a ausência de anúncios em algumas ferramentas generativas, como o ChatGPT.

Uma interface híbrida, que combina IA e busca tradicional, como o Web Guide, pode resolver boa parte desses desafios.

No entanto, ainda são apenas projeções. O que já é certo é que a IA terá papel crescente no SEO, tornando fundamental que profissionais da área se preparem para adaptar estratégias a esse cenário em evolução.

FAQ — Google Web Guide: nova experiência de busca integrando pesquisa tradicional e inteligência artificial

1. O que é o Google Web Guide?

O Google Web Guide é uma nova experiência de busca que combina inteligência artificial com a listagem tradicional de resultados, organizando links em categorias temáticas para facilitar a exploração de tópicos mais complexos.

2. Como o Web Guide difere da busca tradicional?

Ao invés de apenas mostrar uma lista linear de links, o Web Guide usa IA para agrupar resultados por subtópicos e oferecer uma estrutura mais organizada e contextualizada.

3. O Web Guide substitui completamente a busca tradicional?

Não. Ele é uma experiência experimental inicialmente disponível para usuários que optam por testá‑lo, mantendo a possibilidade de retornar à busca tradicional se desejado.

4. Que tecnologia o Web Guide usa para organizar os resultados?

O Web Guide utiliza uma versão personalizada da IA Gemini, que entende melhor a intenção da busca e agrupa os conteúdos de forma mais intuitiva.

5. O Web Guide mostra resumos gerados por IA?

Sim, além de agrupamentos, pode exibir títulos e trechos gerados pela IA para contextualizar cada seção de resultados antes dos links.

6. Preciso instalar algo para usar o Web Guide?

Atualmente ele é acessível por meio da ativação do recurso em um ambiente experimental, onde o usuário opta por testar novas funcionalidades.

7. O Web Guide está disponível globalmente?

O Web Guide está sendo testado inicialmente para grupos de usuários que optam por ele, com planos de expansão gradual conforme o experimento evolui.

8. O Web Guide funciona em todas as buscas?

Ele tende a funcionar melhor em buscas abertas ou complexas, onde há muitos aspectos ou subtemas dentro de uma mesma consulta.

9. Posso voltar à busca normal se eu não gostar do Web Guide?

Sim. Usuários podem alternar de volta para a visualização tradicional dos resultados se preferirem.

10. Web Guide vai afetar como os sites aparecem no Google?

Ainda não está claro como isso impactará rankings gerais, mas o Web Guide pode mudar a forma como conteúdos são apresentados e descobertos, exigindo atenção em SEO.

11. O Web Guide usa apenas links de sites tradicionais?

Sim. Ele organiza e agrupa links de páginas web, mantendo a importância de sites originais como parte do contexto das respostas.

12. O Web Guide pode funcionar junto com outros recursos de IA no Google?

Sim. Ele é parte do ecossistema de integrações de IA que o Google está explorando para tornar a busca mais inteligente e contextual.

13. Web Guide substitui o “AI Overview”?

Não. O Web Guide é uma abordagem intermediária, sendo distinto do “AI Overview”, que entrega resumos automáticos no topo da página de resultados.

14. Essa experiência está disponível em português?

O recurso está em fase de testes e gradualmente pode ser adaptado a diferentes mercados e idiomas, dependendo da estratégia de expansão.

15. O que a nova experiência de busca com IA significa para usuários e empresas?

Significa que a busca está evoluindo para ser mais intuitiva, oferecendo contextos mais amplos e agrupando respostas por temas, e empresas podem precisar adaptar suas estratégias de SEO para esse novo formato de apresentação de resultados.