
Introdução: por que o Google Discover virou prioridade no SEO moderno
Nos últimos anos, o Google Discover deixou de ser apenas um recurso complementar e passou a se tornar um dos principais canais de tráfego orgânico para sites, blogs e portais de conteúdo. Diferente da busca tradicional, ele entrega conteúdos diretamente ao usuário, antes mesmo de qualquer pesquisa ser realizada.
Para quem trabalha com SEO técnico, marketing de conteúdo e autoridade digital, entender o funcionamento do Discover não é mais opcional — é estratégico. Sites que dominam esse canal conseguem picos de tráfego expressivos, fortalecimento de marca e maior visibilidade sem depender exclusivamente de palavras-chave.
Este guia foi criado para explicar, de forma técnica, prática e aprofundada, como o Google Discover funciona e como estruturar seu site e conteúdo para aumentar significativamente as chances de aparecer nesse feed.
O que é o Google Discover?
O Google Discover é um feed personalizado de conteúdos exibido principalmente em dispositivos móveis, dentro do aplicativo do Google e na página inicial do Chrome. Ele utiliza inteligência artificial e machine learning para recomendar conteúdos com base em:
- Interesses do usuário
- Histórico de navegação
- Localização
- Engajamento com conteúdos anteriores
- Tendências atuais
Ao contrário da busca orgânica, onde o usuário faz uma pergunta, no Discover o Google antecipa interesses e sugere conteúdos relevantes de forma proativa.

Google Discover x Pesquisa Orgânica: qual a diferença?

Na busca tradicional, o usuário faz uma pergunta e o Google responde. No Discover, o Google antecipa o interesse do usuário e sugere conteúdos relevantes antes mesmo da busca acontecer.
Principais diferenças:
- Busca orgânica: baseada em palavras-chave
- Discover: baseada em intenção, interesse e comportamento
- SEO tradicional: foco em rankings
- SEO para Discover: foco em engajamento, autoridade e experiência
👉 Isso exige uma abordagem diferente de SEO, especialmente no conteúdo e na estrutura técnica.
Como funciona o algoritmo do Google Discover?
O Google não divulga o algoritmo completo, mas deixa claro que o Discover prioriza:
- Conteúdos úteis, atuais e relevantes
- Sites com autoridade e confiabilidade
- Experiência do usuário impecável
- Engajamento real (cliques, tempo de permanência)
- Imagens de alta qualidade
- Transparência e autoria clara
O Discover segue fortemente os princípios de E-E-A-T:
- Experience (Experiência)
- Expertise (Especialização)
- Authoritativeness (Autoridade)
- Trustworthiness (Confiabilidade)

1. Site 100% mobile-first
O Discover é majoritariamente mobile. Portanto:
- Layout responsivo
- Fontes legíveis
- Botões clicáveis
- Nada de pop-ups intrusivos
2. Core Web Vitals em dia
O desempenho técnico impacta diretamente:
- LCP (carregamento rápido)
- INP (interatividade)
- CLS (estabilidade visual)
Sites lentos ou instáveis raramente aparecem no Discover.
3. Imagens grandes e de alta qualidade
O Google recomenda imagens com:
- Mínimo de 1.200px de largura
- Alta resolução
- Proporção correta
- Sem excesso de texto ou marcas invasivas
➡️ Ative no código:
<meta name="robots" content="max-image-preview:large">
Esse detalhe técnico é fundamental.

Crie conteúdo para pessoas, não para palavras-chave
No Discover, o Google não avalia apenas termos de busca, mas sim:
- Interesse do público
- Atualidade do tema
- Profundidade do conteúdo
- Clareza e escaneabilidade
Boas práticas:
- Títulos chamativos (sem clickbait)
- Introduções fortes
- Subtítulos claros
- Conteúdo bem estruturado
- Linguagem direta e útil
Conteúdos que performam melhor no Discover
- Guias completos
- Tendências de mercado
- Conteúdo evergreen atualizado
- Notícias explicativas (não apenas informativas)
- Artigos de autoridade
- Análises e comparativos
👉 Conteúdo raso dificilmente entra no Discover.
Importância da autoridade e da autoria

O Google valoriza fortemente:
- Página “Sobre”
- Informações claras da empresa
- Biografia do autor
- Conteúdos assinados
- Histórico consistente de publicações
Tudo isso aumenta a confiança algorítmica do site.
Como medir resultados do Google Discover
O desempenho pode ser acompanhado no Google Search Console:
Caminho:
Desempenho → Discover
Métricas disponíveis:
- Impressões
- Cliques
- CTR
- Datas de pico de tráfego
⚠️ Importante: o tráfego do Discover é volátil. Pode crescer rápido e cair rápido. A consistência vem com autoridade e constância.
Erros comuns que impedem aparecer no Discover
- Imagens pequenas ou genéricas
- Conteúdo superficial
- Títulos enganosos
- Excesso de anúncios
- Layout poluído
- Site lento
- Falta de atualização
Evitar esses erros já aumenta significativamente as chances de aparecer.
Checklist rápido para Google Discover
✔️ Site mobile-friendly
✔️ Core Web Vitals otimizados
✔️ Imagens grandes e originais
✔️ Conteúdo profundo e útil
✔️ Autoridade e E-E-A-T
✔️ Títulos atrativos e honestos
✔️ Atualização constante
Como o Google escolhe quais conteúdos exibir no Discover
O Google não divulga publicamente os detalhes sobre os sistemas responsáveis pela seleção de páginas e pela personalização do feed do Discover. Ainda assim, documentações que vieram a público em 2024 ajudaram a esclarecer alguns aspectos importantes desse funcionamento.
De forma resumida, o processo ocorre da seguinte maneira:
- O Google tende a dar prioridade a sites considerados confiáveis, com base em sinais e métricas internas;
- Existe um fluxo composto por seis etapas utilizado para identificar quais tipos de conteúdo despertam maior interesse e engajamento dos usuários;
- Conteúdos recentes ganham vantagem inicial e podem alcançar grande visibilidade quando apresentam sinais claros de interação;
- Os interesses individuais dos usuários exercem influência direta sobre quais conteúdos passam a ser exibidos no Discover.
Além desses fatores, há também diretrizes técnicas específicas que aumentam as chances de um site aparecer no Discover, as quais serão abordadas nos próximos tópicos deste guia.
Antes disso, porém, é importante compreender melhor as seis etapas que estruturam o processo de exibição de conteúdo no Google Discover, representadas no diagrama a seguir, desenvolvido por Harry Clarkson-Bennett.

Como o Google Discover avalia e distribui conteúdos
Embora o Google não revele publicamente todos os detalhes sobre o funcionamento interno do Discover, é possível compreender sua lógica observando padrões técnicos, comportamento do feed e sinais de qualidade percebidos ao longo do tempo. O funcionamento pode ser entendido como um sistema progressivo de avaliação, que decide quais conteúdos merecem visibilidade, para quem e por quanto tempo.
A seguir, estão as principais etapas desse processo, explicadas sob uma perspectiva prática e estratégica.
1. Elegibilidade técnica e confiabilidade do site
Antes de qualquer conteúdo ser considerado para exibição no Discover, o Google avalia se o site atende a um nível mínimo de qualidade técnica e editorial. Essa análise inicial funciona como um filtro: apenas sites considerados confiáveis entram no processo de distribuição.
Nessa fase, o Google verifica se o site:
- Publica conteúdo útil e relevante
- Evita práticas de spam ou manipulação
- Demonstra consistência editorial
- Possui autoridade clara em determinados temas
- Produz conteúdos compatíveis com o formato do Discover
Cada site recebe classificações internas relacionadas à elegibilidade, reputação e autoridade temática. A partir desses sinais, o Google decide se aquele domínio é capaz de oferecer uma experiência adequada para os usuários do Discover.
Se o site não passa por esse primeiro filtro, seus conteúdos dificilmente entram nas etapas seguintes, independentemente da qualidade individual de um artigo.
2. Descoberta inicial e teste de exposição
Quando um conteúdo publicado pertence a um site considerado elegível, ele pode receber uma exposição inicial limitada, funcionando como um teste de aceitação.
Nesse momento, o Google:
- Prioriza conteúdos recentes
- Exibe o material para um pequeno grupo de usuários
- Observa sinais iniciais de interesse e interação
Essa fase serve para estimar o potencial do conteúdo com base em fatores como:
- Atratividade do título
- Qualidade da imagem em destaque
- Taxa inicial de cliques
- Contexto e atualidade do tema
Se os sinais forem positivos, o conteúdo avança para uma distribuição mais ampla. Caso contrário, sua visibilidade diminui rapidamente.
3. Avaliação do engajamento real dos usuários
Após a descoberta inicial, o Google passa a analisar como as pessoas realmente interagem com o conteúdo. Aqui, o foco deixa de ser apenas o clique e passa a ser a qualidade da experiência após o acesso.
São observados fatores como:
- Tempo de permanência na página
- Navegação interna
- Retorno ao site
- Padrões de comportamento após o clique
Conteúdos que atraem cliques, mas não entregam valor real — levando o usuário a sair rapidamente — tendem a perder espaço. Da mesma forma, títulos enganosos e abordagens sensacionalistas são progressivamente despriorizados.
Por outro lado, conteúdos que geram envolvimento consistente passam a ser exibidos para grupos maiores de pessoas com interesses semelhantes.
Um ponto importante: esses sinais de engajamento não precisam vir exclusivamente do Discover. Interações positivas originadas da busca orgânica, redes sociais ou navegação direta também ajudam o Google a entender a qualidade do conteúdo.
4. Reavaliação contínua de qualidade
A avaliação do Discover não acontece apenas uma vez. Ela funciona como um ciclo contínuo de classificação e reclassificação, baseado no comportamento das pessoas ao longo do tempo.
O Google analisa:
- Frequência de exibição do conteúdo
- Relação entre impressões e cliques
- Feedback explícito dos usuários (como indicar desinteresse)
Se o engajamento se mantém positivo, o conteúdo continua sendo distribuído. Caso o interesse diminua ou surjam sinais negativos, sua presença no feed é reduzida gradualmente.
Isso explica por que um artigo pode ter um pico de tráfego e, dias depois, praticamente desaparecer do Discover.
5. Personalização do feed para cada usuário
Um dos pilares do Discover é a personalização extrema. O Google não exibe os mesmos conteúdos para todos. Em vez disso, ele analisa interesses individuais e cruza essas informações com os temas abordados nos conteúdos disponíveis.
Tecnicamente, isso acontece por meio da criação de representações matemáticas tanto dos conteúdos quanto dos usuários. Essas representações permitem identificar quais artigos têm maior probabilidade de gerar interesse para cada perfil.
O resultado é um feed altamente dinâmico, no qual:
- Um mesmo conteúdo pode aparecer para públicos diferentes
- A ordem de exibição muda constantemente
- O histórico de interação influencia futuras recomendações
6. Atualização constante e perda de relevância com o tempo
O Discover é um ambiente em constante renovação. Mesmo conteúdos que tiveram excelente desempenho tendem a perder espaço à medida que:
- Novos temas ganham relevância
- O interesse pelo assunto diminui
- Conteúdos mais recentes surgem
Com o passar do tempo, a visibilidade é reduzida gradualmente, especialmente quando o tema deixa de ser atual ou relevante para o público.
Nesse aspecto, o Discover se comporta de forma semelhante a uma rede social: o objetivo é manter o feed sempre atualizado e interessante, estimulando o uso contínuo da plataforma.
Por que um site não recebe tráfego do Google Discover?
A ausência de tráfego no Discover pode estar relacionada a diversos fatores, como:
- Problemas de elegibilidade técnica
- Falta de autoridade temática
- Conteúdo desalinhado com o formato do Discover
- Violações de diretrizes editoriais
- Queda geral de qualidade percebida no site
- Impactos de atualizações amplas de algoritmo
- Presença excessiva de conteúdo inadequado para ambientes públicos
O Discover tende a priorizar conteúdos considerados seguros para todos os públicos, o que reduz a exposição de materiais sensíveis ou controversos.
O que fazer para gerar tráfego no Google Discover
Depois de entender como o Discover funciona, fica claro que não existe um botão ou formulário para solicitar inclusão. Qualquer site indexável pode aparecer, desde que atenda aos critérios de qualidade e experiência.
1. Base técnica sólida
É fundamental garantir:
- Site rápido e estável
- Experiência mobile impecável
- Estrutura clara
- Ausência de práticas invasivas
2. Imagens de alta qualidade
A imagem em destaque tem papel decisivo no Discover. O ideal é utilizar imagens grandes, nítidas e visualmente atraentes, alinhadas ao tema do conteúdo. Uma única imagem principal já é suficiente para atender aos critérios, desde que esteja bem otimizada.
Além disso, a escolha da imagem influencia diretamente a taxa de cliques, sendo um dos principais fatores de diferenciação no feed.

Requisitos editoriais e de conteúdo para o Google Discover
Atender aos critérios técnicos e de imagem é apenas parte do processo. Para que um conteúdo seja realmente considerado para exibição no Google Discover, ele também precisa respeitar padrões editoriais rigorosos, voltados à segurança, confiabilidade e qualidade da experiência do usuário.
O Discover foi criado para recomendar conteúdos relevantes em um ambiente amplo e acessível, o que faz com que determinados tipos de material sejam automaticamente excluídos ou severamente limitados em visibilidade.
Tipos de conteúdo que não são elegíveis
O Google restringe a exibição de conteúdos que envolvam, direta ou indiretamente:
- Informações ou práticas que possam causar riscos às pessoas
- Estratégias enganosas ou manipulativas
- Incitação ao assédio ou perseguição
- Discurso de ódio ou discriminação
- Conteúdos com mídia manipulada ou distorcida
- Informações médicas sensíveis ou não verificáveis
- Conteúdo sexual explícito
- Temas ligados a terrorismo
- Violência extrema ou imagens gráficas
- Linguagem excessivamente vulgar ou ofensiva
Além disso, há diretrizes específicas que afetam conteúdos relacionados a:
- Publicidade e materiais patrocinados
- Temas eleitorais ou políticos sensíveis
- Transparência editorial e clareza de intenção
- Informações potencialmente enganosas
Mesmo quando um conteúdo não viola diretamente essas regras, ele pode perder espaço no Discover caso seja percebido como inadequado para um público amplo ou para consumo em ambientes públicos.
Atualidade, relevância e interesse do público
O Discover prioriza conteúdos que despertam interesse genuíno, são relevantes no contexto atual e oferecem valor claro para quem consome. Materiais desatualizados, superficiais ou que não geram envolvimento tendem a ser ignorados pelo sistema.
Ainda assim, há exceções. Quando uma página específica se mostra altamente relevante para os interesses de uma pessoa, ela pode aparecer no Discover mesmo não sendo recente. Isso acontece, por exemplo, quando o histórico de navegação indica um interesse consistente por determinado tema, instituição ou assunto.
Ou seja, o Discover não se limita apenas à novidade, mas também à pertinência contextual entre o conteúdo e o usuário.
Influência de interesses, localização e idioma
A personalização do Discover vai além do tema do conteúdo. O Google considera também fatores como:
- Localização geográfica
- Preferências de idioma
- Histórico de buscas e navegação
- Interações anteriores com conteúdos semelhantes
Isso significa que duas pessoas podem receber recomendações completamente diferentes, mesmo acessando o Discover no mesmo período. Conteúdos relacionados a viagens, estudos, carreira ou hobbies, por exemplo, tendem a aparecer quando há sinais claros de interesse contínuo nesses tópicos.
Além disso, usuários que utilizam mais de um idioma podem receber recomendações em diferentes línguas, de acordo com seus hábitos de consumo de conteúdo.
Organização editorial e sinalização de contexto
Embora não seja obrigatório, fornecer informações claras sobre a estrutura editorial do site ajuda o Google a entender melhor o tipo de conteúdo publicado. Isso inclui:
- Definição clara dos principais temas abordados
- Organização por categorias ou seções
- Indicação de público-alvo
- Contexto geográfico e editorial do projeto
Esses sinais auxiliam o sistema a classificar corretamente o conteúdo e a direcioná-lo para usuários com maior probabilidade de interesse.

Organização editorial e sinalização avançada para o Google Discover
Para utilizar recursos editoriais avançados, é necessário que o site esteja corretamente validado como propriedade oficial. Esse passo garante que o Google reconheça quem é o responsável pelo conteúdo e permita o envio de informações estruturais sobre a publicação.
Ao fornecer esses dados, o site passa a oferecer sinais adicionais de contexto, que ajudam o Google a compreender melhor o posicionamento editorial, os temas centrais e o público-alvo do projeto.
Principais benefícios dessa sinalização editorial
Maior clareza e visibilidade contextual
Ao informar detalhes sobre a publicação, o Google consegue identificar com mais precisão o tipo de conteúdo produzido e para quem ele é relevante. Isso aumenta as chances de o material ser exibido para usuários com real interesse no tema.
Controle das seções mais importantes do site
É possível destacar quais áreas do site concentram conteúdos novos ou frequentemente atualizados. Dessa forma, o Google tende a priorizar essas seções ao buscar materiais relevantes para o Discover, reduzindo a chance de conteúdos secundários receberem destaque indevido.
Personalização da distribuição de conteúdo
A possibilidade de organizar conteúdos voltados a interesses específicos permite que o Google associe melhor determinados artigos a perfis de usuários mais propensos ao engajamento. Isso torna a entrega mais precisa e eficiente.
Melhor entendimento da proposta editorial
Quanto mais informações claras sobre o site são fornecidas, mais fácil se torna para o Google compreender a utilidade do conteúdo para diferentes públicos. Esse entendimento fortalece a percepção de valor e pode influenciar positivamente a distribuição no Discover.
Análise de desempenho e ajustes estratégicos
O acompanhamento do desempenho permite identificar padrões de visibilidade e engajamento, ajudando a ajustar temas, formatos e abordagens editoriais de acordo com o comportamento do público.
É importante reforçar que esse processo funciona como um sinal complementar, e não como um mecanismo de submissão direta. Não existe um envio manual de conteúdos para o Discover. A exibição continua dependendo da qualidade, relevância e engajamento gerados.
Recurso de acompanhamento de publicações
O Discover também permite que os usuários acompanhem publicações específicas. Quando uma pessoa decide seguir um site, os conteúdos desse domínio passam a ter maior probabilidade de aparecer com recorrência no feed dessa pessoa.
Esse recurso cria uma relação mais direta entre publicação e audiência, funcionando como um canal adicional de fidelização dentro do próprio ecossistema do Google.
Além disso, o Google vem expandindo a possibilidade de seguir não apenas marcas ou sites, mas também temas, interesses e entidades específicas. Isso reforça ainda mais a importância de produzir conteúdos bem categorizados e alinhados a tópicos claros.
Da mesma forma, os usuários mantêm controle total sobre o feed, podendo deixar de seguir publicações ou interesses individualmente, ajustando o Discover de acordo com suas preferências ao longo do tempo.

Feedback do usuário e refinamento do Discover
O recurso de feedback, como a opção de indicar desinteresse em determinado conteúdo, tem um papel importante na forma como o Discover evolui ao longo do tempo. Esse tipo de interação ajuda o sistema a entender quais temas, entidades e abordagens estão ou não alinhados às preferências das pessoas.
A partir dessas ações, o Google ajusta a composição do feed, tornando-o progressivamente mais personalizado. Para quem produz conteúdo, esse comportamento revela um ponto essencial: cada artigo passa a ser associado a determinados tópicos e contextos, e essas associações influenciam diretamente sua distribuição.
Afinidade do usuário e tópicos de interesse
O Google Discover funciona com base em afinidades individuais. O que aparece no feed de uma pessoa é resultado direto dos temas com os quais ela interage, pesquisa ou demonstra interesse ao longo do tempo.
Isso significa que a visibilidade de um conteúdo não depende apenas da sua qualidade isolada, mas também da conexão entre o tema abordado e os interesses do público certo. Dois usuários diferentes podem receber recomendações completamente distintas, mesmo acessando o Discover no mesmo momento.
Compreender essa lógica é fundamental para quem deseja ampliar o tráfego proveniente do Discover.
Como alinhar seu conteúdo às afinidades do público
Uma abordagem estratégica envolve analisar padrões internos e reforçar temas que já demonstraram bom desempenho. Alguns passos importantes incluem:
- Identificar quais conteúdos do site geraram maior visibilidade e engajamento ao longo do tempo
- Agrupar esses conteúdos por tema, assunto ou categoria
- Mapear padrões recorrentes que indicam maior afinidade do público com determinados tópicos
- Priorizar a produção de conteúdos relacionados a esses temas, mantendo consistência editorial
Esse processo ajuda a consolidar autoridade temática, um fator essencial para o Discover.
Produção orientada por interesse e contexto
Além de olhar para o histórico do próprio site, é importante acompanhar o comportamento do público em diferentes ambientes digitais. Tendências, assuntos em destaque e mudanças de interesse costumam influenciar diretamente o que passa a ter maior visibilidade.
Produzir conteúdos alinhados a temas em alta, desde que façam sentido para a proposta editorial do site, aumenta as chances de alcançar novos públicos e reforçar afinidades já existentes.
Por exemplo, quando um site atua em um nicho específico, acompanhar quais subtemas estão despertando maior interesse ajuda a direcionar a pauta editorial e a manter o conteúdo relevante para o público certo.

Também é recomendável criar uma persona que represente o seu público-alvo, considerando interesses, perfis seguidos e histórico de pesquisas. Com isso, é possível simular como essa persona enxergaria o feed do Google Discover, o que gera insights valiosos sobre concorrentes, tipos de conteúdo exibidos e padrões de destaque.
3. Ações manuais
O time de combate ao spam do Google aplica ações manuais quando identifica que um site viola as diretrizes do Discover. Isso inclui, por exemplo, conteúdos com informações médicas que vão contra o consenso científico ou materiais considerados prejudiciais, violentos ou relacionados a terrorismo.
É fundamental analisar atentamente cada ação manual listada no Search Console. Esse tipo de penalização pode provocar quedas expressivas no tráfego do Discover, muitas vezes impactando mais do que apenas as URLs diretamente envolvidas.
Um caso recorrente observado por especialistas, como relatado em análises da Moz, é o de conteúdo enganoso. Isso acontece quando títulos prometem informações que não são entregues no corpo do artigo, como anunciar datas de lançamento que ainda não foram oficialmente divulgadas.
Caso o site receba uma ação manual, o ideal é remover ou corrigir o conteúdo problemático antes de solicitar uma reavaliação. Além disso, é importante monitorar regularmente o Relatório de Ações Manuais no Google Search Console para garantir que não existam penalidades ativas.
4. Conteúdo inadequado
O Google deixa claro que conteúdos adultos ou impróprios não são elegíveis para o Discover. Materiais bloqueados pelo SafeSearch, por exemplo, tendem a não aparecer nesse tipo de feed.
Apesar disso, o Google não detalha exatamente o que classifica como conteúdo adulto nem explica de forma transparente como esse tipo de material afeta a performance geral de um domínio no Discover.
Sites que publicam conteúdos relacionados a sexo, violência explícita, temas políticos sensíveis, imagens chocantes ou qualquer material considerado inadequado para crianças podem ter sua visibilidade reduzida no Discover — inclusive em áreas do site que não tratam desses temas. Quando esse tipo de conteúdo é recorrente em todo o domínio, o impacto tende a ser ainda maior.
Uma boa prática é isolar conteúdos NSFW (Not Safe for Work) em um site ou subdomínio separado. Essa estratégia ajuda a preservar a elegibilidade do domínio principal no Discover. Em alguns casos, também é possível direcionar especificamente o tráfego do Discover para um subdomínio limpo, enquanto o site principal mantém conteúdos mais sensíveis.
Em análises práticas, há casos de sites que só começaram a ganhar tráfego no Discover após remover conteúdos associados a violência ou temas sensíveis, demonstrando como esse fator pode influenciar diretamente a performance.

5. Escolha estratégica das imagens
Além de atender às exigências técnicas já mencionadas, a seleção das imagens certas é um fator decisivo para o desempenho no Google Discover. Uma boa prática é analisar os artigos exibidos no Discover e comparar quais imagens apresentaram CTR alto e quais tiveram baixo desempenho. Essa análise ajuda a entender melhor o que realmente chama a atenção da sua audiência.
Imagens borradas, com baixa qualidade ou fora de foco tendem a reduzir significativamente a taxa de cliques. Da mesma forma, imagens que não dialogam com o interesse do público ou não representam bem o conteúdo do artigo costumam ter menor relevância.
Para obter insights mais claros, vale a pena criar um inventário das imagens utilizadas nos artigos com melhor e pior performance, incluindo as imagens em destaque. Ao comparar esses dados, é possível identificar padrões visuais que contribuem para um CTR mais elevado no Discover.
6. Onde posicionar a manchete ideal
No Google Discover, a manchete exibida na miniatura, combinada com a imagem em destaque, forma o principal gatilho de cliques. Entre esses dois elementos, a manchete se destaca como o fator mais determinante para atrair a atenção do usuário.
Por isso, dominar a escrita de boas manchetes é essencial. Na maioria dos casos, o Google seleciona o conteúdo do <h1> ou do título Open Graph (OG) para exibir como manchete no Discover. Em algumas situações, no entanto, ele pode optar pela tag <title>. Essa decisão fica a critério do próprio Google, que escolhe a opção que considera mais adequada para o contexto.
Esse comportamento oferece maior liberdade criativa aos redatores. Enquanto o <title> costuma ser mais orientado para SEO tradicional, o Discover permite manchetes mais naturais, envolventes e orientadas à curiosidade.
Uma abordagem recomendada é testar títulos mais “amigáveis ao Discover” no campo Open Graph, mantendo as boas práticas de SEO no <title> e no <h1>. Alguns editores, inclusive, preferem usar H1s mais atrativos e menos focados em palavras-chave, estratégia que tem se mostrado eficaz para aumentar o engajamento no Discover.

Um bom exemplo dessa estratégia pode ser observado em grandes veículos de mídia, como o New York Times. Em determinados artigos, o jornal utiliza a palavra-chave principal no <title>, garantindo alinhamento com a forma como as pessoas pesquisam no Google e melhor desempenho nos resultados orgânicos tradicionais.
Por outro lado, na manchete exibida no artigo (<h1>), o veículo opta por uma abordagem mais envolvente e menos literal, omitindo o termo principal para despertar curiosidade. Essa escolha torna o conteúdo mais atrativo no Google Discover, incentivando o clique para que o usuário descubra o assunto ao acessar a página.
⚠️ Atenção a um ponto crítico: essa técnica deve ser usada com cautela. É fundamental seguir rigorosamente as diretrizes de ações manuais do Google. O uso excessivo de manchetes vagas ou que ocultam informações importantes — sem entregar essas informações de forma clara e destacada no conteúdo — pode resultar em penalizações manuais ou perda de visibilidade algorítmica no Discover.
7. Web Stories e vídeos no Google Discover
As Web Stories representam uma excelente porta de entrada para o Google Discover, especialmente para sites que ainda não conseguem gerar tráfego recorrente nesse canal. O Google continua dando destaque a esse formato no Discover, e há indícios de que a concorrência ainda é menor em comparação a outros tipos de conteúdo.
Esse formato é semelhante aos stories do Instagram, com foco em narrativa visual e consumo rápido. O Google disponibiliza diversas ferramentas para facilitar a criação de Web Stories, tornando o processo acessível mesmo para equipes enxutas.
Embora as Web Stories nem sempre sejam altamente rentáveis — já que possuem limitações para anúncios e nem todos os usuários clicam para o site —, elas podem gerar alto volume de impressões e tráfego, especialmente para conteúdos visuais, temas de interesse amplo ou estratégias de topo de funil voltadas à visibilidade da marca.
Além disso, o conteúdo em vídeo tem sido fortemente valorizado no Discover. Publicar vídeos diretamente no YouTube aumenta significativamente as chances de aparecer no feed, assim como os YouTube Shorts, que frequentemente são exibidos no Discover e ampliam o alcance orgânico.
8. Vida útil dos artigos no Discover
Outro ponto essencial é compreender o ciclo de vida dos conteúdos no Google Discover. Em muitos casos, o pico de tráfego dura apenas alguns dias. Conhecer essa média ajuda a tomar decisões editoriais mais estratégicas, como:
- Avaliar se há novos dados, fatos ou desdobramentos que justifiquem uma atualização do artigo;
- Evitar alterar datas de publicação ou atualização sem mudanças reais no conteúdo, pois isso pode gerar ações manuais por “atualização artificial”;
- Criar novos artigos relacionados quando um conteúdo performou bem, garantindo que eles estejam interligados internamente;
- Definir processos para revisar conteúdos que já tiveram bom desempenho no Discover, mas perderam relevância ao longo do tempo.
💡 Dica importante: produzir conteúdos que performam bem no Discover e abandoná-los posteriormente pode gerar problemas de qualidade no site. Sistemas como o Helpful Content System avaliam o conjunto do domínio, e um volume elevado de conteúdos fracos ou desatualizados pode comprometer a visibilidade geral do site.
9. Impacto das atualizações do Google no Discover
As atualizações do Google também influenciam diretamente o desempenho no Discover — e isso é confirmado pela própria empresa:
“Como o Discover é uma extensão da Pesquisa, às vezes as atualizações podem produzir mudanças no tráfego.”
O Google aplica múltiplos sinais de qualidade em nível de site, inclusive para o Discover. Portanto, quedas de tráfego após updates costumam indicar a necessidade de elevar a qualidade editorial, técnica e de experiência do usuário. Encarar essas mudanças como oportunidades de melhoria é sempre a abordagem mais produtiva.
10. Entenda o impacto do conteúdo sindicado
Sites que utilizam conteúdo sindicado, ou seja, que publicam o mesmo material em domínios parceiros, devem redobrar a atenção quando o assunto é Google Discover.
O Google tem recomendado que sites parceiros utilizem a tag noindex em conteúdos sindicados, garantindo que a versão original seja a principal indexada e ranqueada. No entanto, essa prática costuma gerar resistência, já que o noindex reduz a visibilidade do conteúdo para ambos os lados.
Não existe uma solução universal para esse cenário. Ainda assim, qualquer site que adote estratégias de syndication precisa entender que isso pode impactar negativamente o potencial de tráfego no Discover, especialmente quando o Google tem dificuldade em identificar a fonte original do conteúdo.
Checklist prático para aumentar a visibilidade no Google Discover
Com base em análises e experimentos sobre o funcionamento do Google Discover, foi estruturado um checklist de ações práticas que ajudam sites a ampliar sua presença nesse canal. A ideia é transformar conceitos técnicos em passos claros e aplicáveis no dia a dia do projeto.
Confira os principais pontos a revisar e implementar:
- Validar os requisitos mínimos de imagem, priorizando imagens com pelo menos 1.200 pixels de largura e forte apelo visual;
- Mapear a autoridade temática do site, identificando os assuntos nos quais o domínio já demonstra bom desempenho e relevância;
- Produzir conteúdos que entreguem valor real, evitando títulos sensacionalistas ou estratégias de clickbait;
- Acompanhar tendências e temas em alta, publicando com agilidade e atualizando conteúdos sempre que houver novos desdobramentos;
- Deixar claro quem ou o que é o foco da página, especialmente no título, na imagem principal e nos primeiros parágrafos do texto, facilitando a compreensão do Google;
- Criar títulos fortes e atrativos, equilibrando criatividade e clareza, com atenção especial ao
<h1>e aoog:title; - Distribuir o conteúdo nos canais adequados, estimulando engajamento inicial e sinais positivos de interação;
- Garantir uma boa experiência de página, com carregamento rápido, compatibilidade mobile, segurança e uso moderado de anúncios;
- Facilitar a navegação interna, utilizando links contextuais e recomendações de conteúdos relacionados;
- Aproveitar o tráfego gerado, com ações simples de conversão, como inscrição em newsletters ou outros pontos de contato relevantes;
- Monitorar resultados e reutilizar conteúdos de sucesso, ajustando formatos, atualizações e abordagens conforme o desempenho.
Esse checklist cobre alguns dos principais fatores técnicos, editoriais e de experiência do usuário que impactam o desempenho no Google Discover. Ainda assim, é importante lembrar que o Discover está em constante evolução. Assim como a Pesquisa, ele passa por testes frequentes de novos formatos, critérios e fontes de conteúdo.
Por isso, acompanhar métricas, testar abordagens e manter uma estratégia flexível é essencial para sustentar resultados consistentes ao longo do tempo no Google Discover.
FAQ – Google Discover: guia técnico para gerar tráfego qualificado com SEO e conteúdo
Google Discover é um feed personalizado de conteúdos exibido pelo Google que sugere artigos, vídeos e posts com base nos interesses e histórico de navegação dos usuários.
Discover utiliza sinais como interesses individuais, comportamento de navegação, localização e engajamento em conteúdos anteriores para recomendar materiais relevantes.
Enquanto a pesquisa tradicional exibe resultados com base em consultas ativas dos usuários, o Discover antecipa conteúdos com base em interesses e tendências, sem que o usuário digite uma busca.
Conteúdos com alta qualidade, relevância, atualidade e valor para o usuário — especialmente artigos visualmente atraentes e que abordem tópicos populares ou tendências — tendem a aparecer mais.
Google Discover prioriza o apelo visual, por isso recomenda o uso de imagens de alta qualidade com largura mínima de 1200 pixels para melhorar a chance de cliques.
Os títulos precisam ser claros, diretos e informativos, evitando clickbait, pois Discover prioriza conteúdos que realmente entregam valor ao leitor e refletem fielmente o conteúdo.
E-E-A-T representa Expertise (experiência), Expertise (especialização), Authoritativeness (autoridade) e Trustworthiness (confiabilidade); conteúdos que demonstram esses atributos são mais valorizados pelo algoritmo.
Conteúdos atualizados e relevantes para o momento aumentam as chances de aparecer no Discover, especialmente quando lidam com tópicos atuais ou tendências emergentes.
Garantir que o site esteja indexado, tenha boa performance técnica, imagens adequadas, conteúdo de qualidade e siga boas práticas de SEO aumenta a elegibilidade para Discover.
Discover não depende diretamente de palavras-chave na mesma forma que a busca tradicional; ele valoriza temas relevantes ao interesse do usuário e sinais de engajamento.
Sim, páginas rápidas, responsivas e com boa experiência geral tendem a ter melhor desempenho no Discover, pois satisfazem os critérios de qualidade e usabilidade.
Sim, títulos ou conteúdos que usem táticas enganosas para inflar engajamento são desestimulados, pois Discover prioriza conteúdos que entregam valor real ao usuário.
Você pode verificar no relatório de desempenho do Google Search Console, que mostra impressões e cliques provenientes do Discover.
Engajamento, tempo de permanência, taxa de cliques, relevância do conteúdo e sinais de autoridade são métricas que influenciam a visibilidade no Discover.
Discover é um feed visual e conteúdos com imagens grandes e atraentes capturam mais atenção e cliques, aumentando o tráfego qualificado.

